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quarta-feira, 31 de agosto de 2011


(poesia sem título)

Os pássaros não cantam a noite
por que na escuridão o sono não tarda.
No entardecer ouço uma doce melódia,
vinda do dedilhar de um piano de cor parda.

Recebi um buquê de flores,
mas elas estavam mortas no papel.
E com características artísticas
descrevi como deveria ser o meu céu.

Alguém já disse "que as flores de plastico não morrem",
mas também nunca tiveram um sopro de vida.
O inanimado só é hóspede de nosso apreço aqui
nesses curtos momentos de um sopro de alegria.

Aquilo que é plantado um dia iras colher
e muito mais que um sonho doce vai transparecer.
Acredito que o transcender é maior que o momento do agora
e rapidamente tudo isso aqui pode-se ir embora.
Acordo para a vida que passa rápida como um rio.
Pois se não tiver cuidado tudo de repente se esvai no frio.

Necessito de asas para alçar vôos sobre a terra,
mas preciso de um ninho quente depois do final da guerra.
Busco caminhos para trilhar em que posso me realizar,
mas de certa forma sei que tudo um dia vai acabar.

Vanessa Lima
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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Mais ou menos



Mais ou menos

A chuva escorre na janela
e como lagrima a água marca a vida passageira.
O sol brilha sobre as nuvens
e forma um arco-íris selando a tempestade traiçoeira.
Estrelas no firmamento sem fim
brilhando bem antes de eu sonhar com o ninho.
Manhãs que nascem a cada dia para mim
esperando que eu não termine sozinho.
Sorrio dos passos lentos de uma criança
que aprende a andar nesse mundo derradeiro.
Palavras são repetidas sempre,
escritas certas em linhas tortas por um aventureiro.
Sentimentos são trancados a cada entardecer.
Quando eu penso em desistir da vida vem logo o alvorecer.
Mais ou menos sobre mim,
mais ou menos sobre todos nós.
Um pouco eu pego daqui
e no fim quem sabe não estejamos mais sós.
Escuto o conto da carochinha
e desde que nasci as fadas sussurram mensagens de paz.
Sorrio quando as flores nascem
e quando as borboletas se aproximam quero ser capaz.
É tão simples quando olho para frente,
e mais ainda quando me deixo levar.
Quando tenho os olhos tapados por uma venda
sinto que meu futuro não pode esperar.
Uma mão invisível me guia nas estradas,
sobre os pedregulhos ruidosos.
Uma canção doce toca ao fundo:
é a esperança dos caridosos.

por Vanessa Lima

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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Seguindo pela vida

Seguir caminhando
Seguir andando
Seguir escolhendo
Seguir negando.
Seguir o caminho que se deve seguir
Seguir o caminho que posso seguir
Seguir por aqui, e não "por ali!"
Seguir em quando posso estar por aqui.
Seguir esse caminho que posso caminhar
Caminhar em quanto minhas pernas ainda podem aguentar
Aguentar em quanto é possível viver
Viver por que sei que um dia ira me receber.

Por Vanessa Lima
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Retrato da chuva

Uma árvore de tronco frondoso
com galhos longos e finos, sem folhas.
O chão seco, duro e cinza,
rachado, sem vida ou escolhas.
A água que não escorre dos vales,
não inunda o rio ou os mares,
não molha mais aquela terra,
onde tudo se torna sem vida e se encerra.
A flor esta presa ao chão
e é nesse lugar que há de morrer.
A aridez esta muito visível
e tem muita gente que teima em não querer ver.
Aqui nada se produz ou é nascido
a terra é infértil e infeliz.
Não existe mais nada bonito.
A grama verde não é mais chamariz.
Tudo esta sem vida antes da sombra aparecer.
Trazendo consigo esperança de que algo vai acontecer.
Os pingos são de liberdade,
as gotas são de calmaria.
A terra geme: "estou de volta!"
Pois foi a chuva que trouxe a vida.

Por Vanessa Lima
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Nossa trajetória


Nascemos,
Crescemos,
Nos apaixonamos por algo ou alguém,
Ficamos solitários
E ai morremos...
Há duas lógicas inegáveis nessa trajetória:
O tempo e a morte.
É o tempo que encaminha tudo.
Nos guia pelas estradas tortuosas,
Pelos caminhos de pedras soltas,
Pelo chão de areia fofa,
Pela grama molhada depois de uma tarde de chuva,
Pela estrada de tijolos amarelos dos nossos sonhos.
E nós não o vemos se aproximar.
Não o vemos pegar em nossa mão e nos guiar.
Não o vemos quando atravessamos a rua para o ônibus tomar.
Mas ele sempre está lá.
Ele sempre esta no nosso destino,
No nosso caminho,
Na nossa estrada,
Na velha caminhada.
O tempo é o amigo eterno de quem muito tem,
De quem tem pouco
E de quem até nada tem.
Por que ele não faz distinção,
Ele caminha junto de todos,
Nos ligando por uma linha tênue
E nos encaminhando para o mesmo caminho.
Um caminho onde não existira diferenças entre nós,
Um caminho que leva a segunda lógica da nossa trajetória de vida!


Por Vanessa Lima
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sábado, 8 de janeiro de 2011

Detalhes (coisas cotidianas nem sempre percebidas)

Um balanço de madeira e uma menina a pular,
uma corda a bater e um momento se perdendo no ar.
Um sorriso de criança, o céu azul e o nosso mar.
A grama fresca e uma bela dança, tudo isso me faz pensar.

Um livro eu lia
Um poema eu escrevia
Uma historia eu trazia
E uma nova vida eu vivia.

Tinha amor em todos o cantos.
Com um brilho celestial,
Tinha uma pele translúcida
E um sorriso angelical.

Cabelos negros como o ébano
e olhos profundos como um rio.
Lábios quentes e bonitos,
Hálito doce e sadio.

Coisas belas e cotidianas,
Mas que se perdem na monotonia.
Detalhes para minha vista cansada
Que nem sempre vejo no meu dia-a-dia.

São coisas que teimo em ver
São momentos que teimo em não perder
Uma viva que tem sentido para viver
Um momento que as vezes passa sem a gente perceber.


Por Vanessa Lima
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