quarta-feira, 31 de agosto de 2011


(poesia sem título)

Os pássaros não cantam a noite
por que na escuridão o sono não tarda.
No entardecer ouço uma doce melódia,
vinda do dedilhar de um piano de cor parda.

Recebi um buquê de flores,
mas elas estavam mortas no papel.
E com características artísticas
descrevi como deveria ser o meu céu.

Alguém já disse "que as flores de plastico não morrem",
mas também nunca tiveram um sopro de vida.
O inanimado só é hóspede de nosso apreço aqui
nesses curtos momentos de um sopro de alegria.

Aquilo que é plantado um dia iras colher
e muito mais que um sonho doce vai transparecer.
Acredito que o transcender é maior que o momento do agora
e rapidamente tudo isso aqui pode-se ir embora.
Acordo para a vida que passa rápida como um rio.
Pois se não tiver cuidado tudo de repente se esvai no frio.

Necessito de asas para alçar vôos sobre a terra,
mas preciso de um ninho quente depois do final da guerra.
Busco caminhos para trilhar em que posso me realizar,
mas de certa forma sei que tudo um dia vai acabar.

Vanessa Lima
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2 comentários:

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