sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Confissões

Não consigo parar de pensar em você.
Mesmo quando eu tento não consigo te esquecer,
ainda mais quando você teima em aparecer
em momentos inoportunos, tomando meus pensamentos.
Juro que por vezes acho que me ignora completamente,
que esqueceu meu nome, minhas falas, o que talvez signifiquei para você.
Mas quando isso esta se consumando em minha mente
você reaparece como um vento fraco, mas refrescante
e como num estalar de dedos estou fazendo aquilo que jurei não fazer.
Estou me arrastando aos seus pés,
estou mendigando um pouco de sua atenção.
Creio por vezes que faz isso de proposito
que sabe o quanto mexe comigo essas coisas.
Mas me lembro como era tudo estranhamente tumultuado
e como cada coisinha eu tornava algo grande de mais.
Acho que meu defeito é supervalorizar de mais tudo,
tudo o que acontece ao meu redor,
e isso faz com que apenas a simples aparição de sua imagem
se torne algo grande de mais para meus dias de solidão.
Juro que tento colocar algo que substitua a falta que você me faz,
mas mesmo com todo o esforço sinto que cometo os erros iguais.
O que eu quero mesmo é que as coisas se tornem diferentes para mim
e nada disso diz respeito a você.
Por que no dia em que você resolveu parar de me responder
eu resolvi começar a te esquecer.
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Mudando e virando mulher


Mudando e virando mulher

Passei um tempo onde não sabia onde estava,
onde passava, por onde seguia.
Não tinha uma centralidade definida em minha vida
e todos me diziam o que fazer.
Mas as coisas estão mudando.
As coisas estão mudando por que cresci
e agora acho que sou uma mulher.
(É, é isso que eu ouço os outros dizerem.)

Na verdade eu ainda me vejo como uma menina
e ainda não sei se ando buscando alguma coisa,
se ando trilhando um caminho novo,
se as minhas escolhas são novas
ou não passam de uma brincadeira de criança.
Mas as coisas estão mudando.
As coisas estão mudando por que cresci
e agora acho que sou uma mulher.

As vezes acho que alguém tocou meu coração
e que por isso tive que crescer, amadurecer.
Mas quando penso sobre isso vejo que não é verdade.
Meu coração nunca foi aquecido por algo forte,
não por um fogo abrasador que derretesse o gelo.
Nunca senti na pele nada que me fizesse bem interior.
Nunca senti lábios quentes e agradáveis o suficiente,
e sinto que isso deveria ser triste e cruel.
Mas na verdade isso não é assim.
Por que as coisas estão mudando.
As coisas estão mudando por que cresci
e agora acho que sou uma mulher.

A noite aquela sensação me faz apertar o travesseiro
e desejar algo que nunca ousei experimentar de verdade.
Me faz suspirar, me faz sonhar sonhos bons (as vezes não),
me faz querer alçar voos por lugares desconhecidos, experimentar.
E acho que isso acontece por que as coisas estão mudando.
As coisas estão mudando por que cresci
e agora acho que sou uma mulher.

Mas mesmo assim fico confusa e me pergunto:
O que vem agora? O que devo fazer?
E acho que vou ter que responder isso sozinha,
por que as coisas estão mudando, estou me sentindo solitária.
As coisas estão mudando por que cresci (e a solidão também)
e agora acho que sou uma mulher.


Por Vanessa Lima
Escrita enquanto ouvi pela primeira vez o CD 21 de Adele, algo inspirador!
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Materialidade e Sentimentos


Materialidade e Sentimentos


Incalculável é o calculo de por quanto tempo busquei,
Busquei por algo que me completasse, que me fizesse mais feliz.
Por dentro uma sensação de nada, de um vazio sensível que teima em reinar.
Enquanto percebo que não era por nada disso que eu devia buscar.

Por que quando alcanço com as mãos todo o ouro do mundo,
Por que quando meus pés estão fixos no chão firme,
Por que quando meus braços seguram tudo que materialmente sonhei,
Por que quando meus olhos se fixam no que desejei,
Não sinto que por dentro estou preenchida.

Nada disso é aquilo que me completa por dentro,
Que enche meu coração de modo a transbordar.
Por que o sentimento ocupador não esta em coisas que podemos tocar,
Não esta nas coisas palpáveis sobre nossos pés.

E a busca se torna mais difícil e menos completa
Por que agora ela parte por um caminho novo, repleto de descobertas.
E cada amanhecer algo novo faz florescer a busca,
Enquanto ao anoitecer percebo que o escuro não a ofusca.

Por Vanessa Lima

Escrita nos últimos minutos de 1 de janeiro de 2012. Inspirada nas reflexões da passagem de ano. 
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Poesia: Cativando a Felicidade

Cativando a Felicidade

A felicidade pode estar resumida em pequenos atos,
não necessariamente precisa estar expressa numa peça inteira.
Num verso pode-se transparecer muito mais que em um soneto inteiro.
Não é a visão exterior que me mostra a felicidade,
não é a opinião de outros presentes na minha vida.
Em pequenos momentos muitas coisas são traduzidas
e marcadas para sempre em nosso coração.
Em gestos simples um sorriso discreto nasce,
e este ultimo pode ser a chave para a libertação.
Seja uma palavra doce,
seja um gesto de fraternidade,
seja na descoberta que soluciona o problema,
seja no abraço acolhedor ao chegar em casa,
seja no beijo do amado, seja ele quem for,
seja no caminho longínquo que nos leva ao amor,
seja na trilha errada que nos leva ao caminho certo,
seja recebendo carinho num momento infinito.
A felicidade não precisa bater na porta para entrar,
não precisa de convite,
ela vem quando você menos esperar.
Mas vale lembrar sempre de uma coisa:
ela só vai permanecer se você se permitir ela aceitar.

Vanessa Lima
Por que a felicidade é algo que acontece sem querer,
mas não somos capazes de a cativar quando precisamos a ter?
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domingo, 6 de novembro de 2011

Meia noite de transformação

Retrato do Eu-lirico

A meia noite os sons do coração se revelam,
a principio calmos, mas vagarosamente tornando-se barulhentos.
Ignorando a exigência de se manterem em silêncio
fluem para fora como uma onda de movimento.
Minha alma deixa de ser tranquila e pacifica,
torna-se textural e inquieta, atormentada.
Significativamente é perceptível que algo muda a cada noite,
por que o dia deixará de ser o mesmo amanhã.
Evoluindo no contexto como que por séculos e eras mundanas
passo a ser algo novo em questão de instantes.
Sou como um vaso que cai e não pode voltar a ser o mesmo,
como um muro que recebe uma nova camada de tinta a cada verão.
Mas isso não me torna inconstante.
É mais como algo que me coloca frente a novos desafios,
que me faz aprender com as experiências anteriores.
Quero acreditar que aprendi com os erros que cometi,
com as pessoas que escutei,
com as musicas que ouvi,
com os olhares gentis que recebi
e com os lábios que docemente acalentei.

Por Vanessa Lima
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