quarta-feira, 31 de agosto de 2011


(poesia sem título)

Os pássaros não cantam a noite
por que na escuridão o sono não tarda.
No entardecer ouço uma doce melódia,
vinda do dedilhar de um piano de cor parda.

Recebi um buquê de flores,
mas elas estavam mortas no papel.
E com características artísticas
descrevi como deveria ser o meu céu.

Alguém já disse "que as flores de plastico não morrem",
mas também nunca tiveram um sopro de vida.
O inanimado só é hóspede de nosso apreço aqui
nesses curtos momentos de um sopro de alegria.

Aquilo que é plantado um dia iras colher
e muito mais que um sonho doce vai transparecer.
Acredito que o transcender é maior que o momento do agora
e rapidamente tudo isso aqui pode-se ir embora.
Acordo para a vida que passa rápida como um rio.
Pois se não tiver cuidado tudo de repente se esvai no frio.

Necessito de asas para alçar vôos sobre a terra,
mas preciso de um ninho quente depois do final da guerra.
Busco caminhos para trilhar em que posso me realizar,
mas de certa forma sei que tudo um dia vai acabar.

Vanessa Lima
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sábado, 6 de agosto de 2011

(poesia sem titulo)

Estive sozinha num mundo repleto de alguéns.
Perdida em dúvidas, buscando algo além.
É fato que a vida te mostra caminhos
E que você tem que conseguir trilhar.
Mas mesmo quando a escolha está na cara
É difícil se achar.

Hoje olhei para o céu, e ele estava azul,
As nuvens haviam sumido
E a escuridão se dissipado.
Os pássaros podiam cantar
E o sol podia brilhar.
Por que nesse dia eu quebrei a casca,
Estava fora da minha zona de conforto,
Estava onde eu deveria estar.

Sentindo que ainda existe esperança
Para os erros que cometi.
Escolhi fazer diferente,
Mudar minha vida, correr sem cair.
As vezes posso pensar que tudo esta acabado,
Mas quando ainda há escolhas possíveis nada esta terminado.

Hoje olhei para dentro de mim e tudo estava em paz.
A escuridão havia sumido
E brilhava uma luz capaz.
A cantoria era de liberdade
E a sensação era de felicidade.
Por que nesse dia eu quebrei a casca,
Estava fora da minha zona de conforto,
Estava onde eu deveria estar.

por Vanessa Lima
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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Não grite felicidade

O tempo é o melhor senhor do momento
em que vivo. Nesse lugar, tudo parece parar.
Acordo de madrugada, pensando no nada,
pensando que as vezes é preciso parar de pensar
para poder olhar para frente e ver
que o lugar que estou não é para ninguém estar.

Na verdade o que eu quero é felicidade,
um pouco dessa coisa brilhosa no ar
refletindo o repentino estado de espirito de dois
seres incomuns que dividem o mesmo lugar.

Existe algo aqui dentro de mim,
que pertence a ti, mesmo quando me nego a aceitar
e me prendo no passado que existiu naquele outro lugar.

Caminho sozinha, pensando em tudo.
Pensando que as vezes é melhor parar de pensar.
"Sorria, mostre a alegria!". Mas não diga a ninguém
que a felicidade resolveu com você morar.
Por que meu amigo quando você grita
tem muita gente querendo te calar.
Guarde a felicidade num lugar que só você
vai poder com todas as suas forças encontrar.

Por Vanessa Lima

"Não grite "felicidade", a inveja tem sono leve!"
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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Palavras Repentinas


Palavras Repentinas

Flores, estrelas, pássaros cantando,
O sol nascendo no céu e a lua brilhando.
Açúcar sobre rodelas de limão
dentro de um copo de solidão.

Verde, amarelo e violeta,
um beijo doce e uma borboleta.
Carinhos ansiados como o nosso futuro,
lembrando que posso sair desse escuro.

Rápido o tempo passa depois do amanhecer,
correndo significativamente até o anoitecer.
Me disseram que entre futuro e presente
existe apenas algo que não passa ausente.

Se deixo que se vá,
sei que não mais voltará.
Mas se te prendo comigo
corro o risco do inimigo
que é o tédio abrasador
que te impede de ser meu senhor.

Meu passado não me deu armas
para lutar contra nossos carmas.
Nosso futuro corre como um coelho
enquanto eu fico olhando pelo espelho.

Tenho que escolher entre o aqui e o agora
por que se demorar mais para isso você vai embora,
e me abandona nesse mar
enquanto, tenho para mim, que você não vai mais voltar.

By Vanessa Lima
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terça-feira, 26 de julho de 2011



Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate 
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte 
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara 
O mundo é portátil 
Pra quem não tem nada a esconder 
Olha minha cara 
É só mistério, não tem segredo 
Vem cá, não tenha medo 
A água é potável 
Daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar 
No meu infinito particular

Infinito Particular - MARISA MONTE
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