segunda-feira, 13 de junho de 2011

Novo poema

Abandono

Quando acordei de manhã
E olhei para o lado
Não pude te ver
Estava vazia, a cama emprestada
Pro nosso aconchego,
Pro nosso amor.

Lembro da noite antiga
Da lua tão clara,
Que no alto sorria.
O vento soprava
E eu admirava o nosso amor.

Passei muito tempo sozinha
Era ave solitária
Voava onde queria.
Mas no meu coração
Algo me faltava, 
Talvez fosse amor.

Quantos momentos bonitos
Quantas juras juradas
Quantos tantos sorrisos
Quantas cartas mandadas.
Abraços, beijos, pedidos
Eram momentos de amor.

Hoje me esqueço dos planos
Dos sonhos sonhados
Dos projetos advindos
Da promessa que ouvi
Da sua boca de fada,
Que jurava eterno amor.

Por Vanessa Lima

Olá! A algum tempo não escrevo por aqui e senti necessidade disso hoje. Esse poema é uma canção de minha autoria  que fala sobre o fim de uma relação por abandono ou perda. Eu não sei o que isso quer dizer, mas essa inspiração me veio. Então estou colocando por aqui. 

Abraços e beijos!
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sábado, 7 de maio de 2011

Idiotice: a arte de não escutar


Muitas coisas acontecem a cada dia e nos mostram um pouco mais como a vida em sociedade e as relações entre os seres humanos estão mais difíceis. E impossível se conceber nos dias de hoje relações inter-pessoais que não estejam pautadas em dialogo e no tão falado "saber ouvir". Talvez o grande problema da humanidade esteja nesse ponto: as pessoas não sabem ouvir. 


Alguém disse certa vez que: "Deus nos deu dois ouvidos e uma boca para podermos falar menos e escutar mais." Talvez esse alguém esteja certo em pensar nessa lógica, mas eu diria que nos foi dado dois ouvidos e só uma boca, por que se tivéssemos duas elas divergiriam entre si, pois cada uma iria querer falar primeiro, mais alto e com mais propriedade, e ai o problema seria grande. 


Nossa boca parece ter propriedades alto-destrutivas. Como assim? Quem nunca ouviu a frase: "fulano falou sem pensar". Mas como se pode falar sem pensar?! A fala esta diretamente ligada ao cérebro e aos pensamentos. Ninguém fala sem pensar, as pessoas simplesmente "falam de mais" ou melhor "falam o que não deveriam". Mas quem controla o que se deve ou não falar. Ora, a própria consciência humana. Ela mesma que deriva do cérebro, que controla os pensamentos. Talvez fosse mais correto se dizer que "fulano falo o que pensa", que também é uma frase corriqueira.


O pensamento nem sempre é organizado de uma maneira que se mantenha a ordem naquele lugar onde as palavras serão proferidas. Ele deveria ser o senso lógico que lhe impediria de desferir palavras ofensivas para outros ou dizer coisas que possam ser mal interpretadas. Mas me parece que muitas vezes esse senso lógico não segue uma noção lógica de linearidade e pega caminhos duvidosos fazendo com que nossa língua, e consequentemente nossa boca profira palavras e frases que poderiam ser não ditas, ou ditas de outra maneira. 


Mas o que faz com que esse caminho não seja seguido de forma correta e que o pensamento busque outros caminhos? A idiotice. Sim, a idiotice. A mãe daqueles que se elevam e que gostam de humilhar os outros, as vezes inconscientemente claro. Posso dizer que a idiotice chega a ser uma arte. A arte de não escutar. Sim, escutar. De ouvir o que se esta ao seu redor, para fazer a escolha certa e não pegar o caminho que não leva a lógica linear do pensamento. 



Disseram que: "a ignorância atravanca o progresso da nação." Pois eu diria mais, diria que a idiotice atravanca o progresso do desenvolvimento concreto das relações entre as pessoas. Quem quer estar com alguém que age como idiota, que "fala o que pensa", que "não sabe escutar ninguém"? É ai que esta o ponto. Os idiotas impregnam a fase da terra e fazem a sua arte ser disseminada. É raro alguém que é mal tratado por um idiota e se cala, em geral essa pessoa age como o idiota, "fala sem pensar" e se torna um idiota. E a arte da idiotice se propaga mais que boato fofoqueiro. E então todos nos tornamos um pouco idiotas, e nos tornamos culpados por existir outros idiotas e o ciclo da arte da idiotice perdura por um longo tempo.


Por Vanessa Lima

Tecnicamente se caracteriza a idiotice como um déficit de inteligência, de capacidade de aprender. Mas como no popular o sentido é quase esse ai do texto...
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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Mudança de paradigma: do nerd ao novo geek

Encarar as mudanças de vida não é tarefa fácil, mas todos os dias as coisas se modificam e mudamos junto com elas. Como diz a fisíca: o mundo gira! E se o mundo gira não podemos ficar parados, a mercê da monotonia e da continuidade. Por isso de geração em as coisas evoluem como pokémons e chegamos ao ponto em que a raça humana hoje está.

Nerd (estereótipo)

Falando de comportamento é notável a diferença do jovem de hoje para o jovem da década passada e da década antes dessa. Alguns dirão: não se fazem mais jovens como antigamente. E outros: o jovem é o futuro. Sem dúvida as duas vertentes de pensamento estão absolutamente certas nos seus pontos de vista, por que uma coisa não anula necessária a mente a outra. Diante dessa questão de mudança de comportamento um ramo bem peculiar de ser humano (e digo isso sem qualquer domínio sociologico do tema) tem perceptivelmente mudado ao longo dos tempos: o nerd.

Novo Geek
A mídia televisiva, os jornais, revistas, o cinema e a internet está ai para provar. O nerd de hoje não mais o mesmo. Fala-se no movimento Geek que rompe barreiras e passa do degrau de míope alienado com calças caqui (tão menosprezado no século passado) para homem (ou mulher, não sou preconceituosa) que pode estar em alto cargos de comando, ser jornalista, engenheiro ou blogueiro, usa a roupa que todo mundo tem, a que é "tendência", põe óculos de grau se quiser (por que pode usar lentes sem perigo), ou nem é miope. O nerd hoje é alguém além das possibilidades. É um ser que pode sair da reclusão e mostrar ao mundo todo seu conhecimento. Jogar seus jogos de game, ver suas series malucas, ler os quadrinhos ou animes, entender de tecnologia sem ser chato, jogar seu RPG e lançar dados de vinte lados nas tardes de domingo, ter seu time de futebol preferido e se quiser jogar também, dizer que "a força esteja com você sem ser ridicularizado. O nerd se afastou do preconceito anterior que o mantinha afastado das mulheres interesseiras e do convívio com as pessoas "normais". Que o diga os grandes milionários Geeks empresários Bill Gates e Mark Zuckerberg  (se você não os conhece é melhor ler mais) e os blogueiros/empresários e algo mais de sucesso Alexandre Ottoni e Deive Pazos (do Jovem Nerd), além de escritores, cineastas, comediante e vários outros artistas.

 De certa forma o novo Geek não é mais rotulado. Hoje é algo que muitos querem ser. Algo que meio que dá "status quo" sem te deixar distante das outras coisas. Confuso, não é? Pois é... Ser nerd ou Geek é mais que o jeito que se veste ou o que gosta, e algo que tem mais a ver com as suas escolhas pessoas e como elas vão refletir no mundo.

Por Vanessa Lima

Uma simples lembrança sobre o  Star Wars Day (quer coisa mais Geek), 04 de maio...
"May the 4th be with you."




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terça-feira, 26 de abril de 2011

O que importa



Estou ficando cada dia mais só e temo em achar que a busca por algo que me complete pode ser o maior culpado disso. Os meus dias estão se passando. O tempo esta correndo, não mais andando. Aprendeu que ficar estagnado não é algo natural. A mobilidade sim, esta tem que o acompanhar sempre. O tempo deixou de ser um sedentário ou esportista de ocasião. Agora ele não é mais atleta de final de semana, é medalhista de olimpíada. Bate todos os recordes a cada milésimo de segundo. E eu já não posso mais acompanhar.  A vida vai seguindo o mesmo compasso. Acompanhando o ritmo. Mas não na mesma batida. Sua batida é mais lenta. Menos compassada. Às vezes é até difícil para eu ouvir. Deve ser por isso que ninguém também ouve. Que ninguém também percebe. Vendo-me a cada dia pelas ruas. Minha moeda de pagamento não é dinheiro ou aquilo que muitos chamam de prazer. Vendo-me por um simples sorriso ou um aperto de mão. Pelo reconhecimento do meu esforço. Pela alegria do agradecimento. Pelo sopro da amizade. E até quem sabe por uma ou duas palavras de amor. Sinto que existem muitos capazes de pagar. De me gratificar a cada novo tempo de 24 horas. Ou até mesmo a cada mísero tempo de 60 segundos. Não mais que isso. Não peço muito. Apenas quero que no final das contas eu possa passar percebido pelo mundo. Que possam me reconhecer. Não por que quero 15 minutos de fama ou capa de revista. Não por que quero ter holofotes sobre mim. Não por que minha existência deva ser algo de grande valor para a humanidade. Mas sim simplesmente por que acho que no fundo deve existir alguém que em meio ao atropelo da vida possa um dia me amar de verdade.


Algo que escrevi durante a madrugada pensando em várias pessoas e acontecimentos... talvez muito pensem assim ou até mesmo queiram o mesmo. Eu não sei ao certo...
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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Mais ou menos



Mais ou menos

A chuva escorre na janela
e como lagrima a água marca a vida passageira.
O sol brilha sobre as nuvens
e forma um arco-íris selando a tempestade traiçoeira.
Estrelas no firmamento sem fim
brilhando bem antes de eu sonhar com o ninho.
Manhãs que nascem a cada dia para mim
esperando que eu não termine sozinho.
Sorrio dos passos lentos de uma criança
que aprende a andar nesse mundo derradeiro.
Palavras são repetidas sempre,
escritas certas em linhas tortas por um aventureiro.
Sentimentos são trancados a cada entardecer.
Quando eu penso em desistir da vida vem logo o alvorecer.
Mais ou menos sobre mim,
mais ou menos sobre todos nós.
Um pouco eu pego daqui
e no fim quem sabe não estejamos mais sós.
Escuto o conto da carochinha
e desde que nasci as fadas sussurram mensagens de paz.
Sorrio quando as flores nascem
e quando as borboletas se aproximam quero ser capaz.
É tão simples quando olho para frente,
e mais ainda quando me deixo levar.
Quando tenho os olhos tapados por uma venda
sinto que meu futuro não pode esperar.
Uma mão invisível me guia nas estradas,
sobre os pedregulhos ruidosos.
Uma canção doce toca ao fundo:
é a esperança dos caridosos.

por Vanessa Lima

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